seu suor com o meu
valsa com salsa
meu pé em cima do seu
descalça
pegando carona
dançando ao seu favor
medo com amor
aquela música na ponta da língua
a sua lingua na ponta da minha orelha
receita velha
conversa pra boi dormir
mas sua piada repetida ainda me faz rir
e só mesmo aquele pó de pirlimpimpim
pra fazer a gente dormir.
Seu Migué costumava acordar cedinho
Fumar um cachimbinho
E tomar seu café
Seu José
Lavorava de noite
Sempre com seu acoite
Preso na cintura
Pra quando aparecer quarquer criatura,
Ele poder açoitar
Dona Felisbina
Com muitas rugas no rosto
E alma de menina
Preparava angu, cará e mungunzá
Pro Seu Migué almoçar
Vejam só que mocidade
Encontramos na alma de velhinhos dessa idade
Falam a filosofia da terra
A filosofia da guerra
Da luta de todo santo dia
Rezam a reza dos céus
A reza de Deus
Quem, às vezes, penso que os esqueceu
Mas de dentro dos sulcos de suas rugas
Brotam a fé mais pura
E dos sulcos arados na terra
Brotam a esperança pura
De que um dia - se Deus quiser
Germinará o amor e toda sua doçura
E que esqueçamos toda a loucura
Vivida pelos que não têm rugas na pele
Mas que têm sulcos profundos na alma
Fumar um cachimbinho
E tomar seu café
Seu José
Lavorava de noite
Sempre com seu acoite
Preso na cintura
Pra quando aparecer quarquer criatura,
Ele poder açoitar
Dona Felisbina
Com muitas rugas no rosto
E alma de menina
Preparava angu, cará e mungunzá
Pro Seu Migué almoçar
Vejam só que mocidade
Encontramos na alma de velhinhos dessa idade
Falam a filosofia da terra
A filosofia da guerra
Da luta de todo santo dia
Rezam a reza dos céus
A reza de Deus
Quem, às vezes, penso que os esqueceu
Mas de dentro dos sulcos de suas rugas
Brotam a fé mais pura
E dos sulcos arados na terra
Brotam a esperança pura
De que um dia - se Deus quiser
Germinará o amor e toda sua doçura
E que esqueçamos toda a loucura
Vivida pelos que não têm rugas na pele
Mas que têm sulcos profundos na alma
utilidade doméstica
Minha vida sem você, amor
É viver sem o seu calor
É estar sozinha no banheiro
Sem ninguém pra trocar o chuveiro
É estar sem as chaves de casa
E ter que chamar o chaveiro
É viver sem o seu calor
É estar sozinha no banheiro
Sem ninguém pra trocar o chuveiro
É estar sem as chaves de casa
E ter que chamar o chaveiro
rojo
um vestido vermelho
num estado de coma
profundo
a gula é o pecado
e ainda falam:
-coma, coma mais.
olhos vermelhos
um rosto molhado
e se via ilhada
cheia de dor
o sangue vermelho
escorrendo
enxarcando o caminho
e se afogava
no medo
um pôr do sol vermelho
grama verde
escurecendo
o campo
que congelava as veias
e parava no ar
com falta dele
sufocada
girando bem muito
a saia rodada
e se via feliz
sem ar, sem chão, sem sol, sem fome
com ela
só ela, sem sal.
num estado de coma
profundo
a gula é o pecado
e ainda falam:
-coma, coma mais.
olhos vermelhos
um rosto molhado
e se via ilhada
cheia de dor
o sangue vermelho
escorrendo
enxarcando o caminho
e se afogava
no medo
um pôr do sol vermelho
grama verde
escurecendo
o campo
que congelava as veias
e parava no ar
com falta dele
sufocada
girando bem muito
a saia rodada
e se via feliz
sem ar, sem chão, sem sol, sem fome
com ela
só ela, sem sal.
toc.
toc toc.
bate na porta e quer entrar de qualquer maneira, o Sr. Transtorno Obcessivo Compulsivo.
Vindo de uma família tradicional, quatrocentona. Com um nome desses mostra-se logo quem é.
E entra, alinhando os movimentos,
limpando a passagem e fazendo contas incalculáveis, sem chegar a lugar nenhum.
Anda em circulos e faz desenhos no ar.
Senta na ponta do sofá e não aceita nenhum café antes de lavar as mãos.
Lava, lava, esfrega e esfrega.
Olha para baixo e se veste com as cores mais combinantes.
Vai embora e não passa debaixo de escada, faz o caminho mais longo.
Antes de deitar, 3 goles de água.
No terceiro, se afoga com o 5º comprimido da noite.
E nunca mais bateu na porta.
toc toc.
bate na porta e quer entrar de qualquer maneira, o Sr. Transtorno Obcessivo Compulsivo.
Vindo de uma família tradicional, quatrocentona. Com um nome desses mostra-se logo quem é.
E entra, alinhando os movimentos,
limpando a passagem e fazendo contas incalculáveis, sem chegar a lugar nenhum.
Anda em circulos e faz desenhos no ar.
Senta na ponta do sofá e não aceita nenhum café antes de lavar as mãos.
Lava, lava, esfrega e esfrega.
Olha para baixo e se veste com as cores mais combinantes.
Vai embora e não passa debaixo de escada, faz o caminho mais longo.
Antes de deitar, 3 goles de água.
No terceiro, se afoga com o 5º comprimido da noite.
E nunca mais bateu na porta.
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